quinta-feira, 6 de março de 2008

As duas figuras que conheci junto!!!



"É possível descobrir mais sobre uma pessoa numa hora de brincadeira do que num ano de conversa."

Platão

Fernando


Fê...é assim que eu chamo o mais recente dos amigos, mas quando me refiro a ele, sempre chamo de velhinho... é pra evitar maiores confusões....
Nos conhecemos no grupo de dança onde éramos integrantes, juntamente com o Lu, e nossa amizade sempre foi muito discreta, pacata, mas não de menor grandeza....Ele foi um cara em que optei em ser amiga, não aconteceu por acaso, aconteceu porque realmente quis me aproximar, afinal um homem que chegava sempre pontualmente nos ensaios, inteligente, convicto, sem receio de mostrar seu ponto de vista, respeitador, justo, sem preconceitos, palhaço na medida certa, dono do próprio nariz, bonito e ainda por cima cheiroso....claro, o mínimo que eu poderia querer era ser sua amiga. E gostei de ser. Ele é o amigo que quando alguma conhecida ou amiga perguntava com interesse, eu já cantava a bola: "Cuidado, esse homem é do tipo pra casar."

Obrigada pelas palavras na hora certa, pelo ombro amigo, pela visão masculina nas minhas andanças e claro, o mais importante....muito, muito obrigada pelos torrones...rs

Luciano


Oh homem com alma de criança esse...
O Lu é uma graça, um amigo cativante, não por ele cativar as suas amizades, porque nisso ele é até relapso (some e demora pra aparecer),mas pelo jeito dele...ta sempre de bem com a vida, não fala duas frases sem colocar uma bobeirinha no meio, e tem um sorriso lindo, mas quando é pra assunto sério, ele sabe muito bem franzir a testa, só que tem a capacidade enorme de no momento seguinte abrir o sorriso.
Temos muita afinidade, gostos bem parecidos mesmo, paixão pela dança, foi meu parceiro na dança de salão(e vai voltar a ser, né Lu?), gostamos de samba, aliás meu melhor DVD foi ele quem deu, não desperdiçamos nenhuma deixa, temos valores bem parecidos e falamos com cuidado o que pensamos, ele claro com muito mais tato do que eu....ele sabe que sou um pouquinho grossa, mas sabe quebrar isso como ninguém.
Assim como meus outros 5 amigos de coração, ele também tem um segredinho pra levar pro túmulo....rs... E um bonus vitalício...rs...

terça-feira, 4 de março de 2008

Aldo

C.M. Aldo...meu mestre de capoeira...pela graduação ainda não é mestre, mas pelos ensinamentos que me passou atravez dela, já merece esse titulo. Não iniciei a minha vida na capoeira com ele, mas foi por causa dele que continuei nela...as idéias, as vivências, a didática, a diversidade, a cultura, a história, o respeito pelo aluno...tudo isso me fez nunca largar de vez essa arte que ando um pouco afastada, mas que esta cravada em minha alma. Foi em suas aulas, no grupo que ele honra a camisa, que consegui me identificar e levar esses ensinamentos além de uma roda de 5a. A batalha pela união, pela sociabilidade do grupo, pela integração dos alunos, pela participação da familia, tudo isso me fez adimira-lo e claro querer ser sua amiga.
Contra Mestre Aldo atualmente esta em Varsóvia - Polonia sendo merecidamente valorizado com nossa Arte-luta Afro(?!)brasileira.
Tenho orgulho de ser mais que sua aluna, e saber que tenho meu lugar no teu coração.
"(...) saudade não é hoje, saudade não é agora, saudade é o amanhã, quando meu mestre for embora(...)."

Kairê

Anilton, esse é o verdadeiro nome do kaire, poucos sabem. O Kaire foi meu primeiro professor de dança de rua, até então fazia jazz, mas quando olhei aquela garra no palco....decidi...é isso que eu quero dançar, e foi ele quem fez meus olhos brilharem pela primeira vez com essa modalidade.Na verdade não foi assim que nos conhecemos, ele diz que me observava no ônibus que eu pegava e ele trabalhava, e me achava uma esnobe. Eu digo que ficava babando vendo ele dançar na boate Rariah pra ver se ele dava um espaço pra eu me aproximar e dançar junto, mas achava ele um grosso e antipático. Acabamos por dançar no mesmo grupo de dança, por pouco tempo, porque logo sai do grupo pra ser um das suas primeiras alunas. Mais tarde veio o grupo Mulungo, cujo titulo veio do meu Lp do Oswaldo Montenegro, e a amizade foi surgindo...lentamente, mas intensamente.....ele foi um dos amigos mais ciumentos que tive, nenhum homem era bom demais pra mim, qualquer um que eu apresentasse ou denotasse interesse já aparecia uma critica...aliás, critica é a marca do kaire...o guri pra criticar tudo na vida...e foi assim, aos trancos e barrancos, com muita chatice, muita cara emburrada, muita palhaçada no meio disso, muita inspiração para suas coreografias nas minhas bobeiras em sala de aula, muita gargalhada estridente, que nossa amizade foi tomando força....lenta e gradativamente....
...eu falo o que penso, ele grita aos quatro cantos.
...eu amo samba, ele gosta de Cartola.
...eu danço, ele faz coreografia.
...eu sinto, ele analisa.
...um dia descobri que gostava de alguém, ele já sabia, aliás foi ele que me disse.
...eu tenho uma ginasta, ele um b.boyzinho.
...eu sou sua amiga, ele é meu amigo.

Aron


Aron é um presente de Deus, junto com a amizade dele, veio da familia toda...Nos conhecemos no segundo grau, somos amigos há 19 anos .....caraca..... tu é velho heim?!!rs
Foram muitos cafés da tarde na casa dele recheado de muita risada, pizzadas, almoços caros que ele teve que me acompanhar na minhas TPMs, apresentações chatas de dança que ele foi parceiro pra caramba em assistir, momentos marcantes como formaturas, casamento, falecimento do seu Adir e do Clau, ombro para as nossas decepções amorosas, nascimento da Duda, sendo este último algo bem especial, porque ela nasceu no dia do aniversário dele, o que me deu um adianto nos meus esquecimentos em datas comemorativas de amigos...ele mais do que ninguém sabe exatamente do que estou falando....guarda um segredo até hoje sobre tal assunto....e vai leva-lo pro túmulo....rs....
É uma amizade sincera, sabemos a importância dela, e mesmo com toda a turbulência da vida sabemos que temos um ao outro....
Ele é um irmão, e essa foto linda foi no dia mais feliz da vida dele....só quem estava ao seu lado pode saber a importância desse dia ... eu estava lá.

segunda-feira, 3 de março de 2008

Herto


Meu primeiro amigo homem, a amizade com o sexo oposto mais antiga que tenho. Logo que chegamos ao Brasil, meus pais alugaram uma panificadora para trabalhar ao lado da casa dos pais deles, que por sinal são meus padrinhos por opção.
Ele tem mais dois irmãos, mas a afinidade bateu em nós...nas férias de julho, isso já na adolescência, cada um passava uma semana na casa do outro, e quando era a vez dele ficar na minha casa, com certeza era a mais divertida. Tinhamos um terreno enorme atrás da casa (ainda temos) e naquele tempo tinhamos criação de pássaros, galinhas, tinhamos porquinho da índia, coelhos...enfim, material suficiente para dois peraltas se distraírem por um bom tempo. Montavamos aramadilhas para pegar passarinhos, tiravamos "fotos" das galinhas(cutucão no loló das coitadas)...tenho ótimas lembranças da minha infância com ele.
Depois crescemos(ele mais que eu claro...rs), e continuou meu amigão...confidente, sabemos de coisas um do outro que o outro nem lembra mais....hoje em dia é o cara que chamo pra fazer coisas que nós mulheres não damos conta sozinhas ou preferimos nem tentar: trocar lâmpadas, instalar chuveiro, máquina de lavar, pendurar cortinas...e claro, que no meio disso tudo cavamos espaço para contar sobre o que a vida tem nos concedido...
Os amigos dele sempre duvidaram da nossa amizade, achavam que tinhamos algo, e as minhas amigas até hoje acham que ele é meu primo.
Amigos. Nem amantes, nem parentes...muito mais que isso....somos amigos!!!

domingo, 2 de março de 2008

Irmão Sol

Muito se fala sobre a verdadeira amizade entre pessoas do sexo oposto, e talvez por isso que ao pensar em escrever sobre os homens que considero realmente amigos não consegui encher minhas duas mãos.

Nietzsche já dizia que as mulheres podem tornar-se facilmente amigas de um homem; mas, para manter essa amizade, torna-se indispensável o concurso de uma pequena antipatia física. Talvez ele tenha razão, mas tenho amigos que não tenho a tal antipatia física, porém optamos em apenas sermos amigos, diria até que irmãos amigos, dai sim ... não temos como cometer incesto...rs....
Dizem também que a amizade é o amor sem asas, e amo sim meus amigos, e eles, sem exceção sempre me trouxeram ao chão, talvez pela característica masculina de racionalidade, de forma alguma deixavam de expressar sua opinião calculista, sempre curta e algumas vezes até grossa quando achavam que mais uma vez estava enfeitando minhas histórias românticas e dando asas a imaginação....


Algumas pessoas são céticas, outras até maldosas quanto a nossas amizades, mas estes amigos que aqui me refiro, são realmente especiais. E por serem seis, e não digo apenas, vou poder falar um pouquinho de cada um. Mas antes ofereço a vocês seis um texto que infelizmente não sei o autor, mas que acho lindo e vocês, juntamente como algumas mulheres que conheço, são dignos dele.


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Homem e Mulher

O Homem é a mais elevada das criaturas, A Mulher, o mais sublime dos ideais.
Deus fez para o Homem um Trono; para a Mulher, um Altar.

O Trono exalta, o Altar santifica.

O Homem é o cérebro, a Mulher o coração.
O cérebro produz a Luz, o coração produz Amor.
A Luz fecunda, o Amor ressuscita.

O Homem é o Gênio, a Mulher o Anjo.
O Gênio é imensurável, o Anjo indefinível.

A aspiração do Homem é a Suprema Glória. A aspiração da Mulher é a Virtude Extrema.
A Glória promove a Grandeza; a Virtude, a Divindade.

O Homem tem a Supremacia; a Mulher a Preferência.
A Supremacia representa a Força; a Preferência, o Direito.

O Homem é forte pela Razão; a Mulher é invencível pela emoção.
A Razão convence; a Emoção comove.

O Homem é capaz de todo Heroísmo; a Mulher, de todo Sacrifício.
O Heroísmo enobrece; o Sacrifício, purifica.

O Homem pensa; a Mulher sonha.
Pensar é ter uma lavra no cérebro; Sonhar é ter na fronte uma aureola.

O Homem é Águia que voa; a Mulher o Rouxinol que canta.
Voar é dominar o Espaço, cantar é conquistar a Alma.

Enfim, o Homem está colocado onde termina a Terra; a Mulher, onde começa o Céu.


http://www.youtube.com/watch?v=W6r1175w_lM

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Você tem fome de que?

TAMBÉM ESTOU COM FOME DE AMOR!!!


Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas e saem sozinhas. Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos.
Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos "personal dance", incrível. E não é só sexo não, se fosse, era resolvido fácil, alguém duvida?
Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão "apenas" dormirem abraçados, sabe essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega. Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção.
Tornamos-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a "sentir", só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós.
Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de relacionamentos ORKUT, o número que comunidades como:
"Quero um amor pra vida toda!", "Eu sou pra casar!" até a desesperançada "Nasci pra ser sozinho!"
Unindo milhares ou melhor milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis.
Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa.
Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, démodé, brega.
Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí?
Seja ridículo, não seja frustrado, "pague mico", saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta mais (estou muito brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso à dois.
Quem disse que ser adulto é ser ranzinza, um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele. Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: "vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida".
Antes idiota que infeliz!
(Arnaldo Jabor)

sábado, 23 de fevereiro de 2008

O cão raivoso

Um cachorro costumava atacar de surpresa, e morder os calcanhares de quem encontrasse pela frente. Então, seu dono pendurou um sino em seu pescoço, pois assim podia alertar as pessoas de sua presença, onde quer que estivesse. O cachorro cresceu orgulhoso, e vaidoso do seu sino, caminhava tilintando-o pela rua. Um velho cão de caça então lhe disse:
- Por quê você se exibe tanto? Este sino que carrega, acredite, não é nenhuma honraria, mas antes disso, uma marca de desonra, um aviso público para que todas as pessoas o evitem por ser perigoso.

Moral da História: Engana-se quem pensa que ser notório é ser honrado

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

A Lebre e o Cão de Caça


Um Cão de caça, depois de obrigar uma Lebre a sair de sua toca, e depois de uma longa perseguição, de repente parou a caçada. Um Pastor de Cabras vendo-o parar, ridicularizou-o dizendo: Aquele pequeno animal é melhor corredor que você.
E o Cão de caça responde: Você não vê a diferença que existe entre nós? Eu estava correndo apenas para conseguir um jantar, mas ele, corria por sua Vida.

Moral da História: O motivo pelo qual realizamos uma tarefa, é o que vai determinar sua qualidade final.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Um asno em pele de leão

Um Asno, ao colocar sobre seu dorso uma pele de Leão, vagava pela floresta divertindo-se com o pavor que causava aos animais que ia encontrando pelo seu caminho.
Por fim encontra uma Raposa, e também tenta amedrontá-la. Mas a Raposa, tão logo escuta o som de sua voz, exclama com ironia:Eu certamente teria me assustado, se antes, não tivesse escutado o seu zurro.




Moral da História: Um tolo pode se esconder por trás das aparências, mas suas palavras acabarão por revelar à todos quem na verdade ele é.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

O boi e a rã


Um Boi indo beber água num charco, acidentalmente pisa numa ninhada de rãs e esmaga uma delas. A mãe das Rãs, ao dar pela falta de um dos seus filhotes, pergunta aos seus irmãos o que aconteceu com ele. Ele foi morto! Há poucos minutos atrás, uma grande Besta, com quatro enormes patas rachadas ao meio, veio até a lagoa e pisou em cima dele. A mãe começa a inchar e pergunta: A besta era maior do que eu estou agora? Pare mãe, pare de inchar - Pede seu filho - Não se aborreça, mas eu lhe asseguro, por mais que tente, você explodiria antes de conseguir imitar o tamanho daquele Monstro.


Moral da História: Na maioria das vezes, as coisas insignificantes desviam nossa atenção do verdadeiro problema

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

O galo e a pedra preciosa


Um Galo, que procurava no terreiro alimento para ele e suas galinhas, acaba por encontrar uma pedra preciosa de grande beleza e valor. Mas, depois de observá-la por um instante, comenta desolado: Se ao invés de mim, teu dono tivesse te encontrado, ele decerto não iria se conter diante de tamanha alegria, e é quase certo que iria te colocar em lugar digno de adoração. No entanto, eu te achei e de nada me serves. Antes disso, preferia ter encontrado um simples grão de milho, a que todas as jóias do Mundo!

Moral da História: A necessidade de cada um é o que determina o real valor das coisas.

Fábulas


Quando criança, minha vó, D. Georgina, a mulher guerreira que já falei mais abaixo, costumava contar "causos" alegóricos, contos, fábulas para melhor ser compreendida.......ou não!!
Enfim, foi sempre muito enigmática, falava nas entrelinhas, e logo vinha aquele chavão ou aforismo acompanhando a moral da história, tudo isso com um único intuito....Educar.
Sim, ela prezava muito a educação, queria que eu me tornasse uma mulher digna, de respeito, trabalhadora, e uma eximia mãe. Uma Amélia, essa sim era a mulher ideal nos conceitos de minha vó. Não estou criticando em hipótese alguma as Amélias, até porque segui muitos dos conselhos de minha avó. No meu casamento tive muitas atitudes de Amélia, e os resultados foram surpreendentemente positivos para ambas as partes, pelo menos na maioria das vezes.
Por fim, gosto do que me tornei, do que minha avó ajudou a lapidar.
Voltando as fábulas, o mais conhecido sem dúvida é Esopo que se tornou famoso por suas pequenas histórias, acompanhadas sempre de um sentido ou ensinamento. Seus personagens principais são animais falantes, que cometem erros, uns sábios, outros tolos, maus, bons, exatamente como nós seres humanos.
Conta-se numa das fábulas, As Línguas de Esopo, que ao servir seu senhor que havia solicitado que Esopo comprasse o que havia de melhor no mercado, ele serviu língua bovina para os convidados, o que deixavam transparecer o desagrado pela comida servida. Esopo argumentou que ela é o laço da vida, da razão; e por meio dela as cidades são construídas e policiadas. Graças a ela as pessoas não só são instruídas, persuadidas e convencidas nas assembléias, mas também cumprem o primeiro de todos os deveres, que é o de louvar a Deus. Xanto, seu senhor, querendo embaraçá-lo replicou dizendo que amanhã queria que Esopo comprasse o que havia de pior.
Pois bem, no dia seguinte, Esopo serviu novamente línguas, apenas afirmando que a língua era a pior coisa que há no mundo; a língua é a mãe de todas as questões, a origem de todos os processos, a fonte das discórdias e das guerras. Se por um lado se ela é o órgão da verdade, de outro é também o do erro e, pior ainda, o da calúnia e da infâmia, porque se em dado momento ela louva os deuses, em outro é usada para a blasfêmia e a impiedade.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

be quiet

"Silêncio é o espaço interno de aprendizado. Quando não entendo algo, eu continuo a segurar isto. Quando o aprendizado acontece, posso soltar e mudar. Silêncio é uma oportunidade de descansar no colo da minha própria grandeza. Lembrar de cuidar do eu com a mesma atenção especial que eu daria a qualquer grande alma. Silêncio é uma disciplina, não do fazer, mas do ser. Em silêncio eu posso ouvir o chamado de Deus, o chamado da natureza, o chamados dos outros em necessidade."

Mohini Panjabi - BK

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

No Novo Tempo

No novo tempo
Apesar dos castigos
Estamos crescidos
Estamos atentos
Estamos mais vivos
Pra nos socorrer Pra nos socorrer Pra nos socorrer

No novo tempo
Apesar dos perigos
Da força mais bruta
Da noite que assusta
Estamos na luta
Pra sobreviver Pra sobreviver Pra sobreviver

Pra que nossa esperança
Seja mais que vingança
Seja sempre um caminho
Que se deixa de herança

No novo tempo
Apesar dos castigos
De toda fadiga
De toda injustiça
Estamos na briga
Pra nos socorrer Pra nos socorrer Pra nos socorrer

No novo tempo
Apesar dos perigos
De todos pecados
De todos enganos
Estamos marcados
Pra sobreviver Pra sobreviver Pra sobreviver

Pra que nossa esperança
Seja mais que vingança
Seja sempre um caminho
Que se deixa de herança

No novo tempo
Apesar dos castigos
Estamos em cena
Estamos nas ruas
Quebrando as algemas
Pra nos socorrer Pra nos socorrer Pra nos socorrer

No novo tempo
Apesar dos perigos
A gente se encontra
Cantando na praça
Fazendo pirraça
Pra sobreviver Pra sobreviver Pra sobreviver

Ivan Lins

2008 - Um Novo Tempo

"Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão. Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar, que daqui para diante vai ser diferente."



Carlos Drumond de Andrade

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Jardim Encantado

" Era uma vez três irmãs, Lili, Sofia e Alice. Elas não imaginavam que através de um livro fossem descobrir um Jardim Encantado enquanto brincavam (...)

...e como num piscar de olhos o jardim se escurece e as meninas avistam pontinhos iluminados no céu, e quando clareia elas percebem que são vários vaga-lumes dançando no ar.


As fadas estavam preocupadas pois sabiam que as bruxinhas do jardim queriam capturar os vaga-lumes e usá-los para iluminar seu castelo. Mas os vaga-lumes não podem ficar presos, pois assim acabam morrendo. E nesse momento as bruxinhas aparecem, mas as fadas junto com as meninas protegem os vaga-lumes ...


...elas se olham e sorriem, pois tinham feito uma viagem mágica onde puderam conhecer os encantos da natureza."

Escola Municipal de Ballet apresenta
Jardim Encantado - ' Diverstissement '
9 e 10 de Dezembro no Teatro Juarez Machado
e no elenco, como um dos vaga-lumes , participação de Maria Eduarda Santana .

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

DESPEDIDA

"Existem duas dores de amor:A primeira é quando a relação termina e a gente,seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro, com a sensação de perda, de rejeição e com a falta de perspectiva,já que ainda estamos tão embrulhados na dor que não conseguimos ver luz no fim do túnel.
A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel. A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços, a dor de virar desimportante para o ser amado.Mas, quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida:a dor de abandonar o amor que sentíamos. A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre, sem sentimento especial por aquela pessoa. Dói também…
Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou. Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém.É que, sem se darem conta, não querem se desprender.Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um souvenir, lembrança de uma época bonita que foi vivida…Passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação à qual a gente se apega. Faz parte de nós.
Queremos, logicamente, voltar a ser alegres e disponíveis, mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo, que de certa maneira entranhou-se na gente, e que só com muito esforço é possível alforriar.
É uma dor mais amena, quase imperceptível. Talvez, por isso, costuma durar mais do que a ‘dor-de-cotovelo’ propriamente dita. É uma dor que nos confunde. Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra. A pessoa que nos deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos, que nos colocava dentro das estatísticas: 'Eu amo, logo existo'

Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo. É o arremate de uma história que terminou, externamente, sem nossa concordância,mas que precisa também sair de dentro da gente… E só então a gente poderá amar, de novo."


Martha Medeiros